11 de julho de 2009

a hora da estrela

tem noites que a gente acha que pode tudo.
e não é que podemos mesmo!

resolvi largar a preguiça de lado e...
de volta das cinzas o Santo Mário Social Club ressurge.

Bonsoir, mes amis!










15 de novembro de 2008

Cinco minutos, por favor





Ok, eu admito: estou insuportavelmente irritado. E acrescento que a irritação não é meu único "sintoma-somático". Também ando mais neurótico que nunca, mais irônico que jamais pensei, tão arrogante quanto antes. Porém, se serve de consolo, argumento raso ou coisa que o valha, tenho motivos cavalares pra toda essa pinta.

Uma grande guerra, uma falácia ininterrupta acontece dentro da minha cachola. É dentro do meu próprio mundo de mim mesmo "Lucy in the sky with diamonds" que tudo acontece. E acreditem, não há nada de torpe influenciando os meus delírios. Na verdade, são reflexões tão acertadas e reais quanto a própria realidade "fora da caverna". Quem diria que a idéia que se tem das coisas fosse mais forte que as próprias coisas? Platão?! Então tá, bee!

Da filosofia de primário pro circo dominical ... Minha vida mudou drasticamente em 2007/8 e tomou rumos tão insólitos que a falta de preparo e a fragilidade adolescente ( - Tardia! Diria um amigo super-bem-trabalhado-resolvido) derrubaram-me em nocaute. Aqui estou totalmente quebrado e com o supercílio sangrando. Tô caolho, minha gente. O sorriso cor-de-rosa continua estampado na cara, mas o sangue escorre manchando a gola. E quem é que suporta - na sessão de domingo, com crianças por perto - um palhaço sangrando?

- Chorando talvez, segundo Leoncavallo, sangrando nunca meu querido!

Grita Tia Alice - a culta (!) - da cozinha, enquanto prepara galinha ao molho pardo pras visitas indesejadas.

Pois é, de olhos fechados nesse quarto infestado de branco eu dou o play. E julgo, e culpo, e aponto, e o telefone que não toca e toca. A gota presa no canto do olho (cafona!). Risca (?!).

Tô tenso, dissoluto e sem dançar há três semanas. Por isso, queridos, não me levem a mal. Não esquentem se por aqui faço galhofa de tudo, da gente. É pra desopilar o fígado. Fica tudo na quimera: uma vez escrito quiá resolvido.

Então, quéri, beijo-me-liga!

Vive la fête
























Coming soon



22 de julho de 2008

Chiques e famosos












21 de julho de 2008

Musa

6 anos. Esse é o tempo em que eu escrevo nesse blog. Tudo começou porque a Renata gostava dos e-mails que eu mandava pra ela. Ela, aficcionada pela leitura de blogs maravilhosos, achou que eu deveria ter um e dizer pra mais gente o que eu dizia pra ela. Eu hesitei, nem sabia o que era um blog na verdade. Só conhecia um bombado ali, um fervido aqui. Eu era alheio a essa nova tecnologia internética. Mas num belo dia, de um verão mágico, eu conheci o Robi (o italiano) e minha vida começou a mudar. Todo aquele blá, blá, blá de descobertas que vocês já leram no passado foi pra mim muito importante e fundamental para brotar a necessidade de compartilhar minha nova visão de mundo com os outros. Talvez encontrar gente pra visualizar o que eu estava sentindo, um quê de identificação, sabe? E daí nasceu o Club (jeitinho íntimo pra chamar o extenso Santo Mário Social Club). No começo foi festa. Muitas idéias, textos que brotavam de um céu azul como o da vista da linha vermelha e as possíveis balas perdidas traçando o firmamento até a bolsa nova de Paty Pinto e a dialética do consumo. Ispiração total. Foi um verão de março, delicioso. Toda noitada merecia uma versão explícita para os leitores do Club; com detalhes picantes, bicos de seios masculinos, drinks destilados, luzes estroboscópicas, literaturas nobres e versinhos rasteiros permeavam as páginas do blog. Era uma maravilha. Conheci gente que nem imaginava conhecer, contatos que só a internet pode proporcionar - e que devidamente, `as vezes, só permanecem por lá - .
Pra se ter uma idéia, eu conheci um cara de quem eu era fã. Imagina só. Eu lia mensalmente os artigos de um tal de Gilberto Scofield Jr. na deliciosa Sui Generis (extinta revista "pseudo-cult" para bibas idem) e jamais imaginei que seria amigo lido por ele tempos depois. Eu adorei esse lance de quase celebridade ordinária/comum que tem seus textos lidos por gente que não faz parte do círculo pequeno de amigos conectados. Era demais. Era? Não. Continua sendo. E tenho divagado muito em minhas noites de insônia sobre isso. Eu adoro escrever e é por isso que resolvi continuar com esse blog apesar das crises existenciais pela qual todo blog passa. É isso mesmo gente, um blog também tem sentimentos além das gracinhas e dos confetes. Foram poucas mas substanciais crises. Os temas, dessas crises incontestáveis, variam de tempos em tempos, porém o mais freqüente é a inspiração versus obrigação. Acreditem. É a tal da auto cobrança. Do achismo do achismo, sacou?! Por isso tenho pensado tanto, nela, nos últimos tempos. Pensando na existência de uma musa inspiradora. Num ícone que me transporte à idéias banais ou complexas mas que surtam efeito. É isso! Preciso de uma musa. E que fique bem claro que precisa ser musa mesmo, do gênero oposto àquele que eu tanto gosto. Algo ou alguém que debata comigo de sol a sol, na varanda e no chuveiro. Quero uma musa sem o estígma da fada. Não quero a musa de "Alice" do Woody Allen. A menos que eu esteja em Manhattan. Dizem que o amor pode ser a grande musa de alguém. Já tive um grande amor, que percorreu os meus pensamentos a todo instante, mas no meu caso o amor é matéria de outras instâncias. Dizem também que a tristeza ladeada por blues e jazz pode ser ótima musa inspiradora. Tenho medo de me arriscar com essa aí porque a tendência depressiva está a dez metros de distância mas sempre rondando. Então, fico assim, tentando estabelecer contato com a necessária musa inspiradora. Espero que ela chegue logo, antes do fim do tédio, numa tarde ensolarada com vista para os dois irmãos, num caminhar acelerado e com água de coco na mão.
Tô na sombra do posto 10, de boné e camiseta branca com uma inscrição que diz: musa?

18 de março de 2008

Direto... Du Front














25 de janeiro de 2008

Eu vou te contar um segredo

Aparentemente tudo está como deveria estar. Aparentemente o olhar alheio não percebe as mensagens sublineares que meus gestos e piscadelas querem evidenciar. Aparentemente eu ainda mantenho o sorriso esticado e a espinha ereta frente a tarefas inglórias como ouvir uma piada mal digerida (que aflige) vinda de uma amigo querido ou lidar com a ineficiência generalizada acerca dos pensamentos maternos.
E fora o expurgo nesse blog  - altamente suspeito - , tudo deverá permanecer como está, aparentemente.
 
É quase cármica essa minha vocação tolerante. Por que?
Porque sou assim, assaz romântico, educado, polido e preocupado. Porque uso adjetivos demais na tentativa de melhor definir o que há de ser definido. Porque compreendo demais e quase num relance de entrega - arrisco-me a dizer: singeleza - ofereço a outra face.
 
Assim, parece que o heterônimo cai como uma luva. Mas na verdade não sugere o vilão que está adormecido desde terna infância. O vilão que como Fernanda Young muito bem descreveu num bate papo anos atrás, tem pensamentos "indevidos". Pensamentos e desejos catárticos onde não tolerar, não se importar, não cativar, não amar, circulam livremente e vagueiam no âmago.
E devo confessar, assim bem baixinho, que em momentos de dor abissal, quando tudo parece perdido e inverossímil, eles se fecundam e multiplicam-se na vã tentativa de sair do imaginário saudável, saltando aos olhos.
 
Longe do utópico, voltando a realidade fantástica que é estar nessa fase balzaquiana, eu desejo mudar. I need to change, but how can I change?  
Será preciso uma paixão arrebatadora como a de Luísa por Basílio?
Será preciso uma revolução nacional, a qual me desperte interesse, para me jogar às ruas com afinco entre as balas da oposição contra a situação?
Será preciso fugir desse meio manchado de carmim, das pequenas alegrias?
 
Será preciso tolerar por mais algum tempo?
Suportar o inverno e manter os segredos?

24 de janeiro de 2008

De volta à pista de dança - Drops

Sem explicações, detalhes ou pontos pacíficos eu vou logo ao que interessa: acordei do sono egípcio para apontar minha língua doce a quem interessar possa.


Antes disso vale dizer: é janeiro e sobrevivi aos luxos e brilhos de uma tribo afetada. Após temporada fashion, tudo o que parecia esdrúxulo ou fake dissipou-se. E não é o máximo? Eu, como pessoa 'toda trabalhada' na paciência e no sorriso monalisa sigo em frente com um Dior na nuca.


Monsieur B. está no Rio e seu saco de ironias cáusticas é um luxo desprovido de maldade. O francês parece um menino de 14 anos que está sempre com um pirulito na mão (sem duplo sentido messsmo). Ontem fomos ao Zazá para testar o charme dessa tal culinária contemporânea e gastar uns euros - quem se importa com o caos da bolsa. A nossa é Pucci e a sua?


Sábado tem festa na casa dos Córdova Menezes. Mais uma daquelas. Eu vou porque sou arroz de festa e tenho medo das pragas ursolanas. Mentira! Quero mesmo é ganhar presente europeu.


Quem é que não está triste ou espantado com a partida no Ennis Del Mar (cowboy luxo super das montanhas geladas)? Se você não está - fuck off - como diz Alida (moça inglesa que mora em Paris que logo por aqui estará).


A rose is a rose is a rose is a rose ...


Lista de livros para ler: "Lendo Música - 10 ensaios sobre 10 canções (Arthur Nestrovski)" / "A Mulher de Costas (Marcia Tiburi)
Estou completamente lazy. Preciso de praia com cadeira, guarda-sol, protetor e chapéu para começar um dos dois.


E falando em Marcia Tiburi ... O blog dela é feio mas é foda. Entende?
Vai !

Hoje vou ver "Desejo e Reparação". Marina disse que não é tudo isso mas eu adoro a Keira Knightley.

15 de novembro de 2007

Momento
Faço círculos em volta das palavras.
Enfeito, penduro adjetivos e vírgulas.
Busco signos novos, símbolos e ícones,
Disfarço e confundo tudo.
Mas a mensagem se repete
N'outro idioma, sinal de fumaça,
Tatuagem a fogo.
Sai um neologismo de ouro barato:
Teamotanto.